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Pensando bem...

"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás para atravessar o rio da vida – ninguém, exceto tu, só tu.

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Tibau, arrasada, espera o próximo "belzebu" ou salvação.

Tibau terá eleições complementares no dia 20 de junho. Até lá, tudo pode acontecer em termos de nomes, alianças e disputa à prefeitura.

Por enquanto, à substituição do prefeito cassado Francisco Diniz (PSB) aparecem vários nomes como pré-candidatos. A começar pela presidente da câmara e prefeita interina, Evaneide Fernandes, "Neinha", do PSB.

Até aqui é difícil saber se Neinha será candidata, pois o partido era controlado pelo ex-prefeito Diniz e até o momento não há apoio formal à pretensão dela. O que é visível é sua pré-campanha e o aprofundamento da crise financeira na prefeitura, com atraso salarial.

A denúncia corrente é de que Neinha tem promovido o pagamento a poucos servidores, preferencialmente àqueles que sejam mais próximas à sua postulação.

O vereador "Chico Cem" - Francisco Florêncio - que é do DEM, seria um de seus principais apoiadores. Entretanto, o seu partido não está fechado nesse sentido.

O comentário corrente na cidade é de que o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), com endereço na cidade, estaria orientando o partido a apoiar Sidrônio Freire (PMDB), prefeito por duas vezes e cassado em pleno segundo mandato. Sidrônio é uma figura que retrata bem o atraso de Tibau. Atrai ódio e paixão e sua passagem pela prefeitura teve efeito de um ciclone.

O ex-prefeito Nilo Nolasco não é candidato, mas o sobrinho, João Nolasco Neto (PSC), de 28 anos, o vereador mais votado de Tibau, sinaliza com vontade de substituir o tio - outro gestor com poder de um tornado. Não deixou pedra sobre pedra.

João Nolasco seria "o novo" para Tibau. Pelo menos na idade cronológica. O tio foi cassado também.

Lúcia de Evilmário (PSB), ex-secretária de agricultura de Diniz e Lena Fernandes (PR), esposa de Marcelo Fernandes, que atua no setor salineiro, também figuram como pré-candidatas. Entretanto, ainda no campo da pura especulação.

Em síntese, Tibau continua como dantes: vítima indefesa de um modelo político baseado na pilhagem.

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